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Seção: O Brasil não tem o direito de ser Pobre
O Mito do Anticapitalista
Por Luiz C.S. Lucasy - FozVox
Em uma audiência pública, duas senhoras, ambas
presidentes de sindicato, declararam seu ódio ao capitalismo. Elas
representavam as diretorias de ambos os sindicatos de professores de uma
pequena cidade do Paraná. A forma hostil como se referiram ao capitalismo era
uma forma ingênua, como se dissessem: “traga o guarda-chuvas porque vai chover”.
Muito bem, haviam cumprido com ‘sua
missão partidária na audiência pública, que tratava sobre a ‘ideologia de gênero.
Essas senhoras estavam representando duas
diretorias sindicais, bastante diversificadas em organizações políticas. Me
refiro a estas organizações, que internamente em suas reuniões da organização –
não do sindicato – dizem uma coisa, externamente – no sindicato –, dizem outra
e ao público e à mídia, lhes dizem: “que tragam o guarda-chuvas”.
Esse era o sentido, do anticapitalismo
destas duas senhoras de média idade, que em momento algum estavam dispostas a
discorrer sobre sua declaração pública, mesmo porque, em algum momento, elas
devem intuir, bem lá no fundo, que o sindicato, é uma autarquia apêndice do governo e que, só no
capitalismo existe, com a liberdade da qual desfrutam.
Especialmente, considerando o imposto
sindical obrigatório. Sem o imposto obrigatório, talvez nem existissem se, se
colocassem como sindicalistas de aluguel para defesa da causa alheia, seria
como um vendedor de esperanças e teriam que ser bem mais criativos do que são
hoje, para arrancar alguns tostões das pessoas, em face a uma crise moral,
econômica e política, pela qual passa o País, precisamente quando estão no poder a meio século!
Até hoje, podemos dizer que os sindicatos
praticam um tipo de especulação. Para dizer pouco, especulam com a má sorte, ao
menos, ‘dos trabalhadores da iniciativa
privada e do pobre e rico País.
Chego à conclusão de que no Brasil existem
duas profissões: uma, a de funcionário público, outra da iniciativa privada.
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O capitalismo só existe devido à Lei da
Usura. A lei da usura faz parte de um cabedal de conhecimento de “Ordem Divina”.
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Nos dias de hoje podemos considerar usura,
os empréstimos feitos com o cartão de crédito? quando, atrasa o pagamento? Igualmente
e mais grave, podemos considerar usura, quando se negocia com a vida, com
planos de saúde com preços irreais para a maioria? e o fazem, de forma
sofisticada e opcional. Posso
arriscar a dizer: tudo que seja opcional
é usurário? Nem tudo, certamente.
Fica a pergunta, quem entenderia de forma
complacente o fato de ser roubado? Ora, quem rouba também, e sabe, que o valor
disso é não estar sujeito às regras impostas às massas, por isso Inácio da Silva
vai a um Sírio Libanês e não, a um SUS. Gessani um vereador vai ao SUS, seus
pares, a quase totalidade, foram presos por corrupção!
Quando atacam o capitalismo, o fazem com ‘a cabeça do ocidental ou, com ‘a cabeça de uma civilização acostumada
a regimes de exceção? como foi explicitamente (URSS) e é, implicitamente a Rússia?
Há diferenças. O ocidental, tem como símbolo uma ‘estátua da Liberdade, por exemplo. Em Rússia, como simbolismo de
estado, tem a Praça Vermelha e o Kremlin.
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- Através da ordenança de Melum, de 1220 os judeus foram relegados à baixa
usura. Só poderiam emprestar sob penhor. O Concílio de Viena de 1331 autorizou
os tribunais da Inquisição a perseguir os cristãos, novos (judeus) e velhos,
que praticassem a usura. Até o século XV, chamava-se usura, a cobrança de juros
de qualquer espécie. A igreja condenava o usurário porque ele ganhava sobre um
tempo que não lhe pertencia. O fruto de seu dinheiro não vinha de um trabalho,
pois o seu ganho pressupõe uma hipoteca sobre um tempo, que só a Deus pertence.
Os maiores usurários desta época eram os judeus e sobre eles é que recai, a
maior atuação do Tribunal do Santo Ofício, pois impossibilitados de exercer
qualquer atividade nas guildas, este grupo procurou alternativas para sobreviver
e a que lhe sobrou foi a de comercializar, fornecendo empréstimos e cobrando
juros sobre o dinheiro negociado. Os cristãos também praticavam a usura,
fraudando de inúmeras maneiras a sua proibição. Na França, no século XIII,
Felipe, o Belo, expulsa os judeus de seu território, deixando, lamentações, por
parte de quem se viu obrigado a negociar com os usurários cristãos. Tal
tristeza é expressa em um poema, que se lamenta dizendo:
.... Toda gente pobre se
queixa / Pois os judeus foram muito mais bondosos /Ao fazer seus negócios / Do
que o são agora os cristãos / Pedem garantias e vínculos / Pedem penhores e
tudo extorquem / A todos despojando e
esfolando… / Mas se os judeus / Permanecessem no reino da França, / Os cristãos teriam tido / Muito grande
ajuda, que agora / Não tem mais. (Século XIII)
Com a evolução do sistema financeiro, os
pensadores da época começaram a achar justo que o credor recebesse uma parte
dos lucros obtidos com seu empréstimo, sob a forma de juros, e no final do
século XV surgiram as primeiras tabelas que limitavam os valores cobrados pelo
empréstimo de dinheiro.
O Decreto nº 22.626, de 7 de abril de
1933, mais conhecido por Lei de Usura, orienta a questão dos juros
remuneratórios e de mora, nas operações de empréstimos. Atualmente, as
operações de financiamento habitacional examinadas e discutidas na esfera
judicial, são admitidas, geralmente, sob remuneração máxima de 10% ao ano,
quando firmadas até a Lei nº 8.692/93 e, após, de 12% ao ano.
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O ocidental sempre procura melhorar de
vida; muda de profissão, faz um serviço extra, muda de cidade, muda de partido,
muda de empresa etc. O cidadão dos regimes, onde o Estado suplantou a sociedade
e, o capitalismo ..., no comunismo, as pessoas agem de acordo com um plano de
governo e se não fizerem isso estão mortas. O Estado determina aonde ele vai
trabalhar e como vai viver.
É o caso da China, onde o cidadão ganha 30
dólares por mês, o resto está a cargo do Estado. Quanto à qualidade – do resto –
podemos ter uma pequena noção – inexata para pior e, para aqueles que trabalham
nas indústrias em China – pelo que estão fazendo da saúde no Brasil, com um
governo simpático ao ‘socialismo ...,
para ser gentil, então pelos seus 98 anos de idade, à farsa do seu surgimento
para ocultar o termo comunista, em 1920 em Itália, quando do aparecimento dos
fascismos, agrário, industrial etc., e que em algumas oportunidades eleitorais se
uniu ao socialismo e não, ao comunismo. Daí a estratégia da ‘tesoura, de Lênin.
Creio que O. de Carvalho, quando diz sobre
o critério de verossimilhança, ele se
refira à verossimilhança com a realidade. Qual dos sistemas: democrático,
capitalista ou comunista, está mais próximo da realidade, da estrutura da
realidade, considerando que a imprevisibilidade é uma constante na vida de cada
um e, não é possível, uma pessoa, funcionar como funciona uma máquina, com manual. Por
exemplo, NIXON – presidente dos EUA – caiu com o caso de espionagem Watergate,
o povo americano não aceitou isso e o tirou da presidência. Já nos regimes
comunistas, isso é rotina do dia-a-dia. E quem ou, o que, vai tirar um Stálin
do poder? Até o ‘Zé Dirceu, já sabia os números das cédulas que seriam
entregues ‘ao corrupto! seu alvo!
Queria entrar no mérito de cada
capitalismo; comercial, industrial, agrário, pecuário, transportes etc. e, identificar a
ação e associação estatal, governamental, sindical etc. em cada um deles. E
então, mostrar um outro ‘capitalismo
falsário, que pratica uma concorrência desleal, não propriamente ao
capitalismo, no sentido de investimento de capitais, do qual participam no capitalismo, mas, uma concorrência desleal ao
povo, do outro lado, do lado da iniciativa privada. Isso, os que trabalham.
Esse ‘capitalismo
falsário, ele vem travestido de ‘ONGs, Estatais, Mídia, ‘Universidades, Sindicatos, Partidos,
Fundações, Leis, específicas de categorias protegidas do Estado como os
artistas e até de justiça, e para ‘desbaratar,
suas ações,
que só visam vantagens pessoais, propriamente, quase usurários, acusam o
próprio sistema que os elevou com sinceridade
de Nação, liberdade e democracia, ao cargo que ocupam e que, evidentemente, não funcionam! Pobre povo de
País rico!
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